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MATÉRIAS E DICAS
 
Umidade

Chuvas e mofo aumentam as vendas de seladores

São José do Rio Preto, 19 de fevereiro de 2010
ALTERE O
TAMANHO DA LETRA
Carlos Chimba
Lojas tiveram aumento de 30% nas vendas de impermeabilizantes
Gisele Bortoleto

As chuvas abundantes na região desde o início de dezembro foram responsáveis por um aumento no número de infiltrações que provocaram o surgimento de manchas e mofos nas paredes das construções e uma corrida às lojas de materiais de construção de Rio Preto que já provocou alta de até 30% nas vendas de seladores, impermeabilizantes e tintas para corrigir o problema.

A procura que começou em dezembro, segundo os comerciantes, deve aumentar ainda mais ao longo da semana com a estiagem, uma vez que a aplicação, mesmo nas áreas internas, exige tempo e paredes secos. As infiltrações mais comuns, segundo os comerciantes, são as decorrentes da água da chuva que penetram nas paredes, principalmente por descuido ou irregularidade na execução do serviço e também as que aparecem nas partes inferiores das paredes causadas pela absorção da umidade pelos tijolos.

Na Construmais, a vendas de impermeabilizantes e tintas já aumentou entre 20% e 30% de dezembro do ano passado até agora e superou a expectativa. De acordo com a proprietária, Rosemeire Ferreira da Silva Oliveira, houve necessidade de repor os estoques que não foram suficientes para atender a demanda. “Os clientes reclamam da umidade que surgiu com as chuvas e que em alguns casos precisam tirar até o reboco”, disse.

Na Tend Tudo, as vendas de impermeabilizantes aumentaram até mais de 30% após as chuvas em excesso. De acordo com o vendedor Pedro Lúcio Caldeira, os produtos usados para conter a umidade e evitar que eles cheguem até a pintura têm sido bastante procurados.

”Durante o ano, as pessoas procuram as tintas normais para economizar na obra mas quando começam os problemas correm para tentar resolver”, disse o funcionário. Na Multicores Tintas as vendas de impermeabilizantes e tintas já aumentou cerca de 30% em função das chuvas. “Nesta época ocorrem muitas infiltrações nas paredes, fissuras no reboco e a umidade ascendente que é um problema maior”, afirmou o proprietário Benedito Cândido da Silva.

Segundo Silva, esta é a época do ano em que as lojas mais vendem os produtos para reparos. “Nesse período o pessoal vem porque descobre que não adiantou economizar antes, ficando sem aplicar o produto”, disse. Na Trelider, a expectativa é que a venda de seladores e impermeabilizantes se intensifiquem a partir desta semana, por causa da estiagem. De acordo com o proprietário, Odenir Moreira , as pessoas já tem procurado informações sobre os produtos e devem começar as compras para aplicar nestes dias de sol. Nesta época do ano, segundo ele, a venda desse tipo de produto chega a aumentar 30%.

Na Art Tintas a procura por produtos que ajudam a conter a umidade também aumenta 30% nesta época do ano. De acordo com o proprietário,Valmir Facchini, as pessoas reclamam principalmente do mofo nas paredes que surge por causa da umidade. As vendas também aumentaram na Pereira Materiais para Construção. De acordo com Davi Pereira, a procura maior pelos produtos contra a umidade começou no mês de janeiro.

Manutenção minimiza riscos de infiltrações

A manutenção das fachadas é importante para minimizar os riscos de infiltrações de água muito comuns nas paredes internas no período de chuvas. É o que garante o engenheiro João Carlos Carvalho, coordenador do curso de engenharia das Faculdades Dom Pedro 2º, em Rio Preto. “A maior parte dos problemas de umidade em uma parede tem origem externa.”

Para minimizar os efeitos, é recomendável a aplicação de um selador. Para isso, é preciso uma estiagem de dois ou três dias para que a umidade seque. Caso seja aplicado sob uma superfície úmida, o selador irá se soltar.

No entanto, tanto a identificação do problema, quanto a aplicação depende da contratação de um bom profissional. É muito comum também o surgimento de umidade por causa de fissuras na laje por conta de alguma movimentação térmica ou principalmente porque a pintura já perdeu sua eficiência.

A tinta tem a função da pele que é proteger o revestimento argamassado. “Se perdeu sua eficiência, tem de ser refeito”, afirma o engenheiro. O primeiro passo é justamente a aplicação do selador ou mastiques à base de resina ou silicone para aplicação de fissuras. Cada caso é um caso, por isso a necessidade de um profissional.

A aplicação desses produtos elevam o custo de manutenção. “Por isso, recomendamos principalmente que nos casos dos edifícios que sejam feitos planos de manutenção”, disse. Isso porque, dependendo do nível que se encontra será preciso uma recuperação de fachada, o que vai aumentar o custo ainda mais”, disse.

Materiais como impermeabilizantes flexíveis ou semi-flexíveis que devem ser aplicados assim que for feito o alicerce na construção do imóvel também minimizam os problemas de umidade ascendente (aquela que vem de baixo para cima e chega até 80 centímetros de altura). “O custo da aplicação é bem menor do que se tiver de aplicar para fazer uma correção posteriormente”, afirmou.
 
Diário da Região
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