Sérgio Menezes
Na região, o “Minha Casa” obteve 9.183 unidades contratadas
Liza Mirella
A Caixa Econômica Federal fechou o primeiro semestre de 2010 com um total de R$ 442,6 milhões de crédito para a compra da casa própria na região de Rio Preto. O volume é 125,6% superior ao emprestado no mesmo período do ano passado, R$ 196,2 milhões. No Brasil, foram R$ 34,10 bilhões, com a assinatura de 575 mil contratos.
Na região de Rio Preto, com 136 municípios vinculados à Superintendência Regional da Caixa, foram financiados 6.746 imóveis em seis meses, contra 4.523 unidades entre janeiro e junho do ano passado, o que representa aumento de 49,1%. A expectativa é que o mesmo ritmo for mantido até o fim do ano, o volume de financiamentos habitacionais ultrapassará os R$ 641,5 milhões de 2009. No Programa Minha Casa Minha Vida, a Caixa contratou 9.183 unidades habitacionais nos 14 meses do Programa na região, totalizando R$ 485,2 milhões.
Nacional
Ao divulgar o balanço nacional ontem, o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, informou que dos R$ 34,10 bilhões, R$ 16,48 bilhões foram destinados ao Programa Minha Casa Minha Vida. O volume de recursos no período representa um crescimento de 95,1% em relação ao mesmo período do ano passado e já é maior que todo o montante aplicado em moradia no ano 2008, quando foram emprestados R$ 23,3 bilhões. O número já chega a quase sete vezes ao que foi emprestado em 2003.
A previsão é de que até final deste ano a aplicação de recursos em crédito imobiliário seja acima de R$ 60 bilhões. De acordo com a assessoria do banco, o resultado expressivo também pode ser associado à realização da sexta edição do Feirão Caixa da Casa Própria. O evento, que passou por 13 cidades brasileiras, recebeu 576.194 visitantes e movimentou R$ 8,4 bilhões. Em Rio Preto, o evento recebeu 15 mil visitantes, com volume de R$ 449 milhões.
PIB
O crédito imobiliário no Brasil tem condições de representar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, na avaliação do vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. “No Brasil, o volume de crédito imobiliário ainda é inexpressivo, se comparado ao PIB e, portanto, acredita-se que o atual ciclo virtuoso deve se manter ao longo dos próximos anos”, observou o executivo, ao afirmar que essa meta é factível. Atualmente, o segmento representa apenas 3% do PIB.
Durante coletiva de imprensa, o executivo deixou claro que não acredita em uma bolha imobiliária. “O preço dos imóveis estava deprimido há muito tempo, sem dúvida agora o mercado está aquecido e a renda da população melhorou”. Na opinião de Hereda, a instituição tem até 2013 para encontrar uma solução que possibilite esse crescimento sustentado, minimizando os temores com relação a perspectiva de esgotamento dos recursos da caderneta de poupança.